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Caramujo-africano: como eliminar do quintal com segurança

Caramujo de concha cônica marrom com listras claras rastejando sobre uma superfície escura e molhada

Para eliminar o caramujo-africano, a forma recomendada pelo Ministério da Saúde é a coleta manual dos caramujos e dos ovos, sempre com luvas, seguida da destruição das conchas e do enterro com cal virgem ou da imersão em solução com cloro. Sal e veneno não são indicados, porque prejudicam o solo e o ambiente sem resolver a infestação. A coleta deve ser repetida ao longo do ano, principalmente antes e depois das épocas de chuva.

O que é o caramujo-africano

O caramujo-africano (Achatina fulica) é uma espécie exótica que foi trazida para o Brasil e virou praga em quintais, hortas, terrenos baldios e áreas urbanas de quase todo o país. Ele come plantas, se reproduz muito rápido e não tem predadores naturais suficientes por aqui.

O Manual de Controle de Pragas da Vigilância em Saúde Ambiental de Chapecó inclui o caramujo-africano entre as pragas de interesse no município, junto com a lesma Limax maximus e o pequeno caracol Bradybaena similaris, comuns em jardins.

Como reconhecer

Característica Caramujo-africano
Concha Cônica, alongada, em espiral pontuda
Tamanho Adulto pode passar de 10 cm de concha
Cor Marrom ou castanha com listras claras
Borda da abertura Fina e cortante
Ovos Bolinhas amarelo-claras ou brancas, do tamanho de um grão de ervilha pequeno, enterradas em grupos no solo
Atividade À noite, em dias nublados e depois da chuva

Os caramujos nativos, como os do gênero Megalobulimus, também são grandes, mas têm a borda da concha grossa e virada para fora. Eles não são praga e não devem ser eliminados. Na dúvida, fotografe e peça ajuda à vigilância ambiental.

Por que ele é um problema de saúde

Segundo a Nota Técnica nº 30/2022 do Ministério da Saúde, o caramujo-africano pode carregar vermes do gênero Angiostrongylus. Um deles causa a angiostrongilíase meningoencefálica, uma inflamação nas membranas do cérebro; outro causa a forma abdominal, que atinge o intestino. No Brasil, a infecção está ligada principalmente à ingestão acidental do muco do caramujo em verduras, legumes e frutas mal lavados.

A mesma nota lembra outro risco: conchas vazias acumulam água e viram criadouro do Aedes aegypti. Em Chapecó, onde o mosquito já mostrou índices altos, isso pesa. Veja mais em dengue em Chapecó: como eliminar criadouros.

Como eliminar o caramujo-africano: passo a passo

Material

1. Colete

Procure no fim da tarde, à noite ou depois da chuva, quando os caramujos saem. Olhe embaixo de folhas, pedras, telhas, tábuas, entulho, junto a muros e em vasos. Recolha também os ovos, que ficam enterrados em montinhos rasos no solo úmido.

2. Destrua

Quebre as conchas com martelo ou pisando com bota, dentro do balde ou sobre um plástico. Esmague também os ovos.

3. Descarte

O Ministério da Saúde indica duas formas:

4. Lave tudo

Lave as luvas, as ferramentas e as mãos com água e sabão. Não toque no rosto durante a coleta.

5. Repita

Uma coleta não resolve. Faça rondas semanais nas épocas de chuva e no início do calor, até não encontrar mais caramujos nem ovos.

O que não fazer

Prevenção no quintal

Caramujo em Chapecó e região

O verão quente e úmido do oeste catarinense, com chuvas frequentes, favorece o caramujo. Quintais com horta, chácaras e terrenos baldios perto de bairros residenciais são os lugares mais comuns. No inverno, com frio e geada, os caramujos se enterram ou se escondem e reaparecem com o calor. É uma boa hora para limpar o terreno e retirar abrigos antes que a população volte a crescer.

Se o terreno baldio vizinho está infestado, você pode comunicar a Vigilância em Saúde Ambiental da Prefeitura de Chapecó.

Quando pedir ajuda

O manejo do caramujo é principalmente físico: coleta, destruição, limpeza do terreno. Não aplicamos veneno para caramujo. Onde a empresa ajuda é na vistoria do terreno, na orientação sobre os abrigos e no controle das outras pragas que costumam aparecer juntas em quintais com entulho, como ratos, escorpiões e baratas. Veja os nossos serviços de controle de pragas e, se quiser uma avaliação do quintal ou do terreno, fale pelo contato.

Saúde

Se alguém da casa, depois de contato com caramujo ou de comer verdura mal lavada, tiver dor de cabeça forte, rigidez no pescoço, febre ou dor abdominal, procure atendimento médico e conte sobre o caramujo.

Mutirão no bairro: por que funciona melhor

O caramujo anda pouco, mas se espalha de quintal em quintal e por terrenos baldios. Se só uma casa faz a coleta, os caramujos do vizinho repovoam o terreno em pouco tempo. Muitas prefeituras organizam mutirões de coleta em bairros infestados, com orientação da vigilância ambiental. Combine com os vizinhos um mesmo dia para a coleta, de preferência logo depois de uma chuva, e repitam por algumas semanas. Escolas e associações de moradores também podem ajudar, desde que as crianças não manipulem os caramujos.

Peça uma vistoria

Quintal ou terreno tomado por caramujos e entulho? Mande uma mensagem para a Dedetizadora Chapecó pelo WhatsApp. A gente avalia o local e indica o que fazer.

Perguntas frequentes

Sal mata caramujo-africano?

Mata, mas não é recomendado. O sal salga o solo, prejudica plantas e o ambiente, e não resolve a infestação. O Ministério da Saúde orienta a coleta manual, com luvas, seguida da destruição e do descarte correto das conchas e dos ovos.

Encostei a mão no caramujo-africano. E agora?

Lave bem as mãos com água e sabão. O risco principal de doença está em ingerir o muco do caramujo, por exemplo em verduras mal lavadas. Se tiver dor de cabeça forte, febre ou dor abdominal nos dias seguintes, procure atendimento e conte que teve contato com o caramujo.

Caramujo-africano é perigoso para cachorro?

Cães que mordem ou comem caramujos podem se infectar com vermes que eles carregam. Evite que o animal brinque com os caramujos e, se ele tiver vômitos, tosse ou outros sintomas depois do contato, leve ao veterinário.

Como diferenciar o caramujo-africano do caramujo nativo?

O africano tem concha cônica e alongada, que pode passar de 10 centímetros, marrom com listras claras e borda da abertura fina e cortante. Algumas espécies nativas, como as do gênero Megalobulimus, são parecidas mas têm a borda mais grossa e voltada para fora. Na dúvida, fotografe e consulte a vigilância ambiental do município.

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